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PARADA GAY SP (FOTOS)

10 jul

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Convocado pela Associação da Parada sob um lema de gosto e conteúdo questionáveis – “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia” – o evento tinha como de seus principais objetivos, segundo a ONG que o organiza, “pedir uma trégua aos setores religiosos contra iniciativas que garante os direitos para a comunidade LGBT”, particularmente a aprovação da PLC 122, que criminaliza a homofobia e vem sendo bloqueada pela chamada bancada evangélica no Congresso.

Mais uma vez, em função do formato e da política adotados pela Associação, a Parada foi marcada por um tom excessivamente “carnavalesco”, que muito destoa das origens do movimento, que tem em suas raízes a Rebelião de Stonewall, ocorrida em 28 de junho de 1969, em Nova York.

O problema está longe de ser o tom festivo do evento, já que gays, lésbicas, bissexuais e travestis e transexuais têm, sim, o direito não só de se divertir mas, acima de tudo, de se expressar de acordo com seus padrões de cultura e comportamento.

O que sempre criticamos, e continuaremos fazendo, é o fato de que o evento seja organizado em função dos gigantescos “trio-elétricos” colocados na rua por boates e empresas que lucram com o “pink money”. Uma opção que, ao lado das alianças políticas (com a prefeitura, os governos estadual e federal), contribui em muito para a despolitização do evento, na medida em que praticamente inviabiliza manifestações e protestos.

Uma crítica que, felizmente, começa a ser compartilhada cada vez por mais gente, o que, talvez, tenha sido a “grande” novidade da Parada deste ano.

Um “detalhe” para o qual os organizadores do evento não fizeram muita questão de chamar atenção é o fato de que o “bloqueio” imposto pela bancada evangélica foi vergonhosa e escandalosamente negociado pela presidente Dilma, em troca de votos na tentativa de salvar o pescoço corrupto de Palocci.

Um fato que foi lembrado por José Maria de Almeida, que falou em nome da CSP-Conlutas no principal carro de som, na abertura da Parada: “As negociatas de Dilma, a postura reacionária de gente como Bolsonaro e amplos setores do congresso demonstram que não podemos confiar neste caminho para a conquista dos direitos que os homossexuais precisam e merecem. A luta contra a homofobia, que vitima cada vez mais jovens nas ruas de São Paulo, também não depende de quem está em cima destes carros de som. Esta é uma luta que se faz nas ruas”.

a Parada 2011 em São Paulo, ao mesmo tempo em que demonstrou que está aqui para ficar, também deu importante sinais de que é preciso uma mudança de rumo, não só em relação ao seu formato. Como lembrou Guilherme, no final de sua fala, “hoje, é apenas um dia para celebrarmos e mostrarmos ao mundo que temos orgulho de sermos gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros; mas nos demais 364 dias do anos precisamos continuar lutando para que o mundo reconheça este nosso direito”.

Texto do Wilson. Adaptado daqui.

(repare no carinha que fica passando lá atrás enquanto Babi fala)

PARADA GAY CAMPINAS 2011

5 jul

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 A 11ª Parada do Orgulho LGBT de Campinas-SP aconteceu no dia 3 de Julho de 2011. É uma data bastante esperada pelos oprimidos. Para nós, a Parada é uma manifestação muito importante, é o dia em que Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros vão às ruas mostrar a sua cara. Entendemos ser fundamental a celebração da diversidade sexual, mas também pensamos ser necessária a luta pelos direitos LGBTs. A Parada não pode ser apenas um momento de festa: ela deve ser um instrumento para aqueles que sofrem com a homofobia. Não podemos aceitar que o movimento se submeta às exigências do Pink Money e transforme sua maior manifestação num carnaval: a rua tem que ser ocupada pela festa, pelas palavras de ordem, faixas, bandeiras e cartazes originados a partir do movimento popular, não pelos interesses de um governo ou do lucro de empresas envolvidas no Mercado Pink.

Em nossa coluna de Campinas, distribuímos panfletos, preparamos cartazes, erguemos nossas bandeiras e politizamos as ruas com os famosos bonecos de Dilma e Bolsonaro. Embora recentemente tenhamos conquistado o direito à união homoafetiva (e esse é um motivo de comemoração para o movimento que tanto lutou por isso), continuamos sofrendo agressões nas escolas, no trabalho e na rua. Só em 2010, pelo menos 260 homossexuais foram assassinados no Brasil (boa parte travestis e transexuais). É necessário que se resgate o espírito combativo que gestou o movimento LGBT com a rebelião de Stonewall e as manifestações posteriores.

Campinas vem sendo palco de uma série de denúncias envolvendo o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), seu vice Demétrio Vilagra (PT), além da primeira dama Rosely e diversos membros do alto escalão do governo em esquemas de corrupção. Estima-se que R$600 milhões foram parar no bolso dos corruptos. A própria organização da Parada fez questão de lembrar aos manifestantes que a prefeitura fez de tudo para emperrar o andamento do evento. Até o último minuto, a administração municipal inventou entraves para não colocar os carros de som nas avenidas da cidade e militantes chegaram a desembolsar quantias em dinheiro de seu próprio bolso para bancar a realização da Parada (que, segundo a organização, levou 120 mil manifestantes para as ruas de Campinas). O dinheiro da corrupção poderia, sim, ter sido usado para a elaboração de políticas públicas LGBTs e era um dever do movimento denunciar esse esquema durante a manifestação. Em 2009 foi criado o Tolerância Zero pela Prefeitura, programa que, na prática, transformou-se numa política de caráter fascista para limpar as ruas de negros, pobres, homossexuais e moradores de rua. É hora de direcionarmos nossa intolerância contra a corrupção: fora Hélio, fora Rosely, fora Demétrio e todos os envolvidos nesse esquema de corrupção!

Mas não é só o governo campineiro que agoniza com a corrupção e a falta de atenção ao movimento LGBT. Vimos a presidenta Dilma trocar o Kit Escola Sem Homofobia pela cabeça do corrupto Palocci. Caiu Palocci, cadê Kit? Até Marta Suplicy, histórica figura da luta contra a homofobia, anda negociando com setores homofóbicos para realizar alterações no projeto de lei que criminaliza a homofobia. A alteração visa permitir que as igrejas continuem a pregar ódio contra nós. O PLC122/06 é bastante limitado, assim como é limitada a Lei do Racismo (que não acabou com o racismo no Brasil) ou a Lei Maria da Penha (que não acabou com o machismo no Brasil). Mas quantos mais iremos morrer para que se entenda que HOMOFOBIA MATA e deve se tornar crime? A aprovação dessa lei nos fará mais fortes para sair às ruas e combater a opressão.

O boicote que a direção da Parada de Campinas realizou à fala da CSP-CONLUTAS e da ANEL foi repudiado por organizações históricas do movimento de Campinas que reivindicaram a democracia na organização do evento. Militantes do grupo Identidade, que tiveram acesso ao carro de som, se solidarizaram aos movimentos impedidos de levar sua palavra aos participantes na abertura da Parada e seguimos todos juntos numa coluna politizada que reivindicava direitos LGBTs e pedia o afastamento dos envolvidos nos esquemas de corrupção na cidade.

Nós acreditamos que a atitude dos organizadores da Parada acabou por reforçar as ações dos opressores. A direção do movimento tem que dar a mão aos setores oprimidos e às organizações que defendem seus interesses, não àqueles que produzem a exploração, a opressão e utilizam dos meios mais escusos para isso. A Parada do Orgulho LGBT de Campinas ainda deixa espaço para que possamos erguer nossas faixas e bandeiras, mas não reconhece nossa intervenção no movimento quando nos impede de falar no carro de som. Precisamos construir um movimento LGBT democrático, combativo, independente de governos e patrões. Se os explorados e oprimidos não somos os dirigentes de nossa própria luta, os opressores sentem-se no direito de se apropriar dos nossos espaços e, vestidos de cordeiro, abocanham aquilo de mais valioso que ainda temos: o direito de lutar.

(veja nota oficial do PSTU sobre o boicote aqui)

PARADA DO ORGULHO GAY (SP)

26 jun

DAQUI A POUCO, GEIT:  PARADA DO ORGULHO GAY – QUEM VAI?


A CSP-CONLUTAS e o PSTU participarão do evento desde o início. Estaremos na esquina da Augusta com a Paulista a partir das 10h da manhã. Esteja lá, pintosa, discreta, toda trabalhada no glitter, como for, para chamar uma parada combativa e resgatar aquele climão Stonewall Revolution.

Sem descer do salto e fazendo carão, vamos reivindicar a aprovação do PLC122 – texto original (viu, Marta?), a distribuição do KIT ANTI-HOMOFOBIA nas escolas (Cadê Palocci, Dilma?), o direito de Transex e Travestis terem seu nome social reconhecido nos documentos. Tudo isso é pré-requisito para que fiquemos mais fortes na luta contra a homofobia e toda forma de opressão. E também para que permaneçamos vivos para construir o socialismo #QUEROVIVER

Se você for chegar atrasada ao movimento, pessoa, siga o carro numero 16, todo trabalhado no branco. Estaremos por ali. Beijo.

NÃO HÁ CAPITALISMO SEM HOMOFOBIA

BALANÇO DA PARADA

12 jul

Campinas fez a 10ª Parada Gay da história do movimento na cidade. Em 2010 foram apenas dois carros de som para uma multidão de coloridos dispostos a mostrar-se e festejar a sua existência. Muita gente estava mesmo com vontade de, além de aparecer bem na foto, claro, refletir e engajar-se na luta por direitos e contra a homofobia. O grupo Identidade, por exemplo, resolveu fazer a denúncia das 10 mentirinhas que são sempre contadas por aí a respeito dos homossexuais. Um coletivo de street art, como no ano passado, fez interferências estéticas que ajudaram a engrossar o debate e politizar um tanto mais o evento.

A grande festa ao ar livre que é a Parada Gay tem sido alvo de críticas bastante pertinentes de alguns setores do movimento social. Deveras não se pode deixar em segundo plano o tom político desse evento. No entanto, não se pode esquecer, também, de que trata-se mesmo de uma festa. É a maneira que escolhemos para mostrar que existimos, para fazer o nosso protesto e para reivindicar nossos direitos. Mais do que nunca queremos estar na rua!

Campinas está num movimento preocupante em relação à utilização do espaço público. Uma política fascista e intolerante tem ganhado força e respaldo midiático. O Tolerância Zero quer “limpar” o Centro. Leia-se: esconder (para não dizer exterminar) moradores de rua, flanelinhas, michês, bichas, sapas e travestis. As donas de casa que moram nos prédios da região querem levar seus cachorrinhos para fazer cocô na calçada sem topar com marginais. O “cidadão de bem”, nessa cidade, é o que mais precisa. Assim, a prefeitura lançou esse programa que fecha bares, esconde mendigos, pinta fachadas e impede as pessoas de estarem em seu espaço mais legítimo de convívio: a rua.

Nos microfones da Parada pouco ou nada se falou, infelizmente, a respeito das ações que a prefeitura vem desenvolvendo por meio desse novo projeto higienista. De qualquer forma, a Parada de Campinas permanece como uma manifestação diferente dos mega-eventos produzidos nas capitais e ainda se mostra como um espaço politizado e bastante provocativo, sem perder o seu caráter festivo. Estar nas ruas sem o medo que sentimos no dia-a-dia, cantando, dançando, gritando palavras de ordem e interferindo na estética da cidade faz com que nos sintamos mais apropriados do espaço público.

Duas semanas após a nossa manifestação, o adolescente Jhonatan foi vítma de violência homofóbica num dos bares mais famosos da cidade. Um funcionário do Camp Chopp (que fica na praça Bento Quirino, já referência de encontro para os homossexuais da cidade) deu uma garrafada na cabeça do rapaz pelo motivo de ele ter se recusado a soltar a mão de seu companheiro (leia post no blog do Deco Ribeiro). O pessoal da praça se revoltou com o episódio e começou a atirar garrafas e pedras contra a porta do bar, relembrando a rebelião de Stonewall. A polícia chegou com gás de pimenta e dispersou a galera, mas levou consigo o funcionário do bar que feriu o jovem homossexual. Esse fato deve nos impelir à organização do movimento para a luta contra a homofobia.

Mais uma vez, um homossexual pobre sofre violência em Campinas. Os que não temos dinheiro ou não aceitamos sempre ter que desembolsar uma grana por segurança em bares fechados, guetos pagos, precisamos nos posicionar diante do ocorrido e o blog Do Lado De Fora se dispõe a estar com os grupos da cidade para uma possível manifestação na praça Bento Quirino nesse final de semana próximo (update: sexta, 16/julho, às 19h, manifestação com Priscila Drag, em frente ao Camp Chopp). Não suportamos mais essa intolerância e precisamos nos unir seja na festa, seja na luta.

PARADA GAY

23 jun

O cartaz está bem bonito. Só não entendi muito bem o que se quer dizer com “igualdade social” muito menos como é que um quilo de alimento pode ser capaz de diminuir a desigualdade. Daqui do meu ponto de vista, a desigualdade só deixará de existir quando, de forma revolucionária, toda a estrutura da sociedade for transformada. Estarei lá, bem punk, bem bicha, bem socialista e revolucionário. Tolerância Zero Não!

(aqui tem mais informações sobre o evento)

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