Continuo achando que a mudança de consciência não passa pela utilização dos termos, mas pelo significado que somos capazes de dar a eles. Nem gosto que a sigla tenha mudado para LGBT. Eu gostava de GLBT, mesmo.
Segundo dizem, o “G” na frente trazia um certo privilégio aos gays do sexo masculino. Nunca me senti privilegiado, viu? Vamos criar polêmica? O “L” na frente me parece mais machista que o “G” de antes. É que os homens heterossexuais gostam das lésbicas, sabe? Sentem tesão.
O pessoal disse que as mulheres foram historicamente massacradas, por isso tem que vir na frente. A @reginanavarro postou no twitter: “a noção de cavalheirismo é crítica porque reforça a ideia da mulher frágil“. Concordo com ela.
Então a sigla poderia ser GLBT, com os gays do sexo masculino na frente, mesmo. Embora essa coisa de mudar os termos não me faz o menor sentido. Esse negócio de português-politicamente-correto no lugar do português-correto me deixa mais confuso que bolinha de gude em terreno ondulado.
Post Scriptum: GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) não é a sigla usada pelo movimento homossexual do Brasil. Essa sigla ficou famosa por ser utilizada pelo chamado “mercado pink” (lojas, boates, revistas) e continua a ser referência quando o assunto não é o movimento social, mas algum serviço ligado ao universo homossexual.
